11.3.10

Namorado imaginário.

À parte todas as piadinhas referentes à casamento e relacionamentos estáveis, essa banalização ao amor está indo longe demais.
Não se entregue, não sonhe, não seja demasiadamente piegas e babão. Há, claro, um quê de ridículo em extremar o "Amor", seja à ponto de torná-lo demodê; ou então desfazendo-o por completo! Cultue o prazer, a carne e o orgasmo. Sejamos hedonistas, pois a adrenalina envolvida vale o esforço.
Não se conhece mais ninguém. Não se confia, não se quer mais nada. Adentrando-se cada vez mais nesta frieza, podemos nos ver em meio a estranhos, lançando olhares lascivos a terceiros.
Quem se julga amante, "quem ama", é o típico sujeitinho(a) com um namoro de costume, que vai sentir-se culpado(a) a cada vontade que surgir: de liberdade, de um amor de verdade, de poder fechar os olhos e sorrir (sorry, "Os Pullovers"! Pequena citação de sua música).
Fechar os olhos e sorrir...
Mas para qual figura? Quem causa seu sorriso? Teu equilíbrio e tua paz? Difícil hoje em dia... Por mais gente que se possa avistar: bonita, jovem, fértil (wow!), não há ninguém!
E então?
...

2 comentários:

osmy disse...

wow o.o, well written

Solange disse...

thx!